Lil Ann
Afastaram-se, então. Um deles disse qualquer coisa como 'eu não tenho mais ninguém no mundo', e o outro, outra coisa qualquer como 'você tem a mim agora, e para sempre'. Usavam palavras grandes — ninguém, mundo, sempre — e apertavam-se as duas mãos ao mesmo tempo, olhando-se nos olhos injetados de fumo e álcool.

E perdidos no meio daquilo que um (ou teria sido o outro) chamaria, meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, que mais restava àqueles senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.

Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las.

C. F. A.
Marcadores: 1 Críticas | edit post
Lil Ann

O sorriso deste gato faz as delícias de qualquer reflexão. Como se recordam, nas aventuras da Alice no País das Maravilhas, o gato não só tinha o hábito de aparecer e desaparecer subitamente, como muitas vezes deixava para trás o seu sorriso.
Para muitos, isto é apenas mais um sinal do universo delirante de Lewis Carroll. Mas, mais uma vez, o escritor inglês coloca-nos questões bem difíceis, como seja a da relação entre os predicados e as entidades. O que é uma entidade sem predicados? Será possível existirem predicados sem que ninguém os possua? Será possível imaginar um mundo em que os predicados andem por aí à solta à espera de serem apanhados? E por quem? Qualquer que seja a resposta, uma coisa é certa: ficamos sempre com o belo predicado que é o sorriso do Gato de Cheshire.
Lil Ann
Caso você veja uma mulher que goste de rock e bossa nova, e adore tomar uma cerveja conversando bobagem na praia, ou apenas curta apreciar as pequenas coisas da vida, favor me contactar.
RS
Lil Ann
Existem dois modos de se beirar a loucura. Um modo bom e outro ruim, digamos. Hoje eu beirei do modo ruim, e estou sendo humilde nesse "beirar", creio que eu pulei e me segurei no barranco com todas as forças, aquela puta vontade de quebrar tudo e xingar todos, é o nosso animal gritando mais alto que a razão. Se Aristóteles me vise assim, o que ele diria, hum. Tenho um remédio bom para isso: grite, muito, MUITO ALTO, como se sua garganta fosse explodir, mas não exagere ou vai ser chamado(a) de louco(a).
Lil Ann

Violinos tocando a sinfonia da nossa história. E que história, não?! Tantas experiências que eu nem sabia que existiam, tantos sentimentos a flor da pele, brotando por todo meu corpo. Você é meu fogo, sabedoria&coragem, voos, minha inspiração por todos esses anos, todas essas vidas que vivemos juntas. Não te quero só o corpo, quero-te a alma entrelaçada na minha. Você é meu caos e equilíbrio, me mantém no controle.
- Só tenho uma exigência...

me permita ser sua por completo.


Lil².
Lil Ann

Por todas as minhas vidas te prometo beijos, olhares, amores e calores. Te prometo romances e mistérios, e suspenses e dramas. Por tudo que existe, te prometo os piores dos melhores dias, mas prometo também os melhores dos piores, e os melhores dos melhores dias que tivermos. Prometo te amar a cada milésimo sem duvidar, todos os dias que passar. Prometo te ter e ser sua, e de mais ninguém. Por fim, prometo cumprir todas as promessas que te fiz.

Lil²
Marcadores: 0 Críticas | edit post
Lil Ann
O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros
Lil Ann
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes. Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
Martha Medeiros
Lil Ann
Comercial Vencedor do prêmio de publicidade em Cannes.
Muito interessante.

vide título.
Lil Ann
Eu disse, seria muito bom aproveitar a tristeza. A superação vale a pena, agora eu vou dançar solta, livre e sorrindo. Quero novas surpresas, novas pessoas, novas experiências... Viver sem arrependimento, sem negação. Quero passar por tudo de novo, mas de uma forma saudável, mais feliz.

- Só deixo minha alma, só deixo o coração, só deixo minha alma na mão de quem pode.
Marcadores: 1 Críticas | edit post